sexta-feira, 25 de abril de 2014
Amargura
Perdemos demasiado tempo a ver maldade onde não a há. Perdemos demasiado tempo amuados com ninharias. Perdemos demasiadas horas de vida de cara fechada quando ao invés poderiamos rir com gosto. Perdemos energia ao tratar com indiferença quem gosta genuinamente de nós. Perdemos momentos quando nos afastamos por irritação. Perdemos a razão quando apregoamos uma coisa e fazemos outra. Perdemos, perdemos, perdemos. Acho que está na hora de começarmos a recuperar esse tempo perdido. Como? Simples. Ao tirar as máscaras que sufocam e apertam e condicionam e torcem o nosso sentir. E ao começarmos (de uma vez por todas) a perceber que o amor e a amizade e o companheirismo e a cumplicidade não se perdem em decisões que nos ferem o orgulho. Se assim for, é porque nunca existiram (em nós). Há que deixar a amargura no tapete à entrada da porta, tirar as roupas que pesam no corpo e seguir em paz para o acolhimento de quem nos quer bem. Tudo o que assim não for, serve apenas para destruir e pintar de negro o que poderia ser diferente. Cabe a cada um de nós escolher como queremos levar a nosa vida. Se amargurados por inutilidades, se felizes pelos pormenores que constroem os nossos dias. Por mim, fico-me pela segunda opção. Lamento, mas não perco mais tempo a pensar no que poderia ter sido, quando nesse tempo perdido poderia estar a viver o que, de facto, é.
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