A "união de facto, à luz da legislação portuguesa, é “a situação jurídica de duas pessoas que, não sendo casadas entre si ou com outrem, independentemente do sexo, vivam em condições análogas às dos cônjuges, há mais de dois anos”. Consideram-na similar ao casamento civil.
Condições "análogas" às dos cônjuges?!! 2 anos (um ano e meio ainda não serve...)?!! Para mim, o termo "união de facto" foi criado por alguém que queria não mais que fugir com o rabo à seringa. Um calmeirão que após vir do ginásio e se sentir adorado pelos espécimes femininos, sem sentir pinga de culpa por libertar feromonas no mesmo sentido, chega a casa e diz à namorada: "Querida, amo-te muito. Tanto mas tanto, que tomei uma decisão importante. Quero que sejamos unidos de facto. Ou seja, quero que continuemos exactamente como estamos agora, mas unidos. De facto. Não quero trocar votos sagrados contigo, não me quero casar contigo, não quero ter de utilizar uma aliança que simbolize o nosso amor, não quero colocar rótulos na nossa relação. Quero que sejas mais que minha namorada, mas menos que minha esposa. Pode ser?"
Não compreendo de todo porque é que as "uniões de facto" atribuem os mesmo direitos civis e legais que o casamento. E não compreendo talvez por ser naif, assumo. Talvez por ainda acreditar que a troca de votos é algo que confere um estatuto diferente a quem na mesma está envolvido. Um caminho que vai além das burocracias e da festa e dos sorrisos e dos copos e de tudo o que esse dia e essa decisão implicam. Não se casa de ânimo leve. Ou pelo menos, não se deveria fazê-lo. Já o ser unido de facto, é algo que hoje vimos acontecer todos os dias. Basta ir à Junta de Freguesia da esquina, alegar que se vive com a pessoa debaixo de mesmo tecto, e sair de lá com um papel passado e contentinho da vida.
Lamento se ainda acredito que o matrimónio é mais que tudo isso. E lamento se abomino algo que para tantos, é a situação ideal de estar na vida. Unidos, de facto. Mas no fundo, não tanto assim.
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